A pequena arte de complicar as coisas
As partes negras da tua alma,
Gritam,
Que o amor é um poço seco.
O teu medo da solidão
Tentou me engolir.
Mas o vento da noite
Me trouxe de volta
Pra minha.
Agora vou boiar
Na minha rotina.
Até que a ilusão,
Me faça jogar a linha.
Ou finalmente eu morra,
Vítima de egoísmo crônico.
sábado, outubro 13, 2007
domingo, outubro 07, 2007
Não é verde,
o meu acordo é feito de tons irreais.
O desejo tem luz e sombra.
Viver é apostar no cavalo errado.
Um punhado de frases desconexas.
Um milhão de beijos
não curam um corte no coração.
E por favor, desiste da idéia de família.
Foi o que te arrebentou.
Não queira arrebentar mais ninguém.
Loucos sinceros não reproduzem
padrões de tristeza.
São humanas as respostas.
Imperfeitas.
Adoro teu sorriso.
Tua luz me faz possível.
Eu vibro com teu calor.
o meu acordo é feito de tons irreais.
O desejo tem luz e sombra.
Viver é apostar no cavalo errado.
Um punhado de frases desconexas.
Um milhão de beijos
não curam um corte no coração.
E por favor, desiste da idéia de família.
Foi o que te arrebentou.
Não queira arrebentar mais ninguém.
Loucos sinceros não reproduzem
padrões de tristeza.
São humanas as respostas.
Imperfeitas.
Adoro teu sorriso.
Tua luz me faz possível.
Eu vibro com teu calor.
terça-feira, outubro 02, 2007
Eu queria que o amor fosse
uma tempestade de absurdos doces.
Mas é uma faca apontada para o sim.
Ele é o desencontro das mães solitárias,
saudosas do choro de seus bebês,
enquanto a chaleira ferve, de tarde,
nas casas vazias, ensolaradas, nos subúrbios
de uma cidade qualquer da Guatemala.
Ele é o segredo escondido
nas informações incompreensíveis,
das embalagens de cereais matinais.
Ele é o gemido discreto,
no sentar e levantar,
dos bancos de praças,
dos velhos e suas cabeças brancas.
O amor são os aparelhos de ar condicionado,
nas repartições públicas,
onde decisões que afetam a vida de tantos,
que não são ouvidos,
explodem todos os dias.
É o dedo no gatilho dos meninos traficantes,
que não dispara e somente hoje,
é substituído pela linha das pipas,
no céu azul, dessa ilha cheia de vento.
O amor é tua boca aberta,
quase riso, quando gozas.
É a revoada de pássaros no horizonte,
42 segundos antes do sol nascer.
É o suicídio que não deu certo,
no meu amigo que matou o pai e a mãe.
O amor é o filho que não tive contigo,
amor da vida inteira.
uma tempestade de absurdos doces.
Mas é uma faca apontada para o sim.
Ele é o desencontro das mães solitárias,
saudosas do choro de seus bebês,
enquanto a chaleira ferve, de tarde,
nas casas vazias, ensolaradas, nos subúrbios
de uma cidade qualquer da Guatemala.
Ele é o segredo escondido
nas informações incompreensíveis,
das embalagens de cereais matinais.
Ele é o gemido discreto,
no sentar e levantar,
dos bancos de praças,
dos velhos e suas cabeças brancas.
O amor são os aparelhos de ar condicionado,
nas repartições públicas,
onde decisões que afetam a vida de tantos,
que não são ouvidos,
explodem todos os dias.
É o dedo no gatilho dos meninos traficantes,
que não dispara e somente hoje,
é substituído pela linha das pipas,
no céu azul, dessa ilha cheia de vento.
O amor é tua boca aberta,
quase riso, quando gozas.
É a revoada de pássaros no horizonte,
42 segundos antes do sol nascer.
É o suicídio que não deu certo,
no meu amigo que matou o pai e a mãe.
O amor é o filho que não tive contigo,
amor da vida inteira.
domingo, setembro 30, 2007
Se for morrer, me avisa.
Assim arrumo a maior briga
de todos os tempos.
Senão, esfrega esse corpo
redondo, macio e cheiroso no meu.
Que temos 4.327 maneiras de encaixar.
Como aquele jogo antigo,
de blocos de madeira,
imitando paredes de tijolo,
casas e torres.
Nós nos construimos,
com abraços e beijos.
Enquanto o relógio para de vez.
Assim arrumo a maior briga
de todos os tempos.
Senão, esfrega esse corpo
redondo, macio e cheiroso no meu.
Que temos 4.327 maneiras de encaixar.
Como aquele jogo antigo,
de blocos de madeira,
imitando paredes de tijolo,
casas e torres.
Nós nos construimos,
com abraços e beijos.
Enquanto o relógio para de vez.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Dor e Poesia
Porque tu sabes apertar os meus botões
E botar no sol minhas feridas,
Porque tu és o sereno que molha meu jardim com flor,
Vida, sempre tão suave e exata.
Porque eu faço questão de tentar esquecer
que alguém possua as chaves da minha solidão,
Tão perdido fico na tua presença,
Que só consigo pensar em deus.
( e ele devia estar morto há muito tempo);
Soberana absoluta do meu silêncio.
Do fio condutor do meu desejo.
Eis-me aqui, mais uma vez.
Os braços abertos como o outro.
Feliz por te saber parte desse sonho.
Porque tu sabes apertar os meus botões
E botar no sol minhas feridas,
Porque tu és o sereno que molha meu jardim com flor,
Vida, sempre tão suave e exata.
Porque eu faço questão de tentar esquecer
que alguém possua as chaves da minha solidão,
Tão perdido fico na tua presença,
Que só consigo pensar em deus.
( e ele devia estar morto há muito tempo);
Soberana absoluta do meu silêncio.
Do fio condutor do meu desejo.
Eis-me aqui, mais uma vez.
Os braços abertos como o outro.
Feliz por te saber parte desse sonho.
quarta-feira, setembro 12, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
todo fim de tarde
milhões de bebuns se dirigem aos butecos
em busca da risada perfeita.
não encontram.
ninguém jamais encontra.
Mas eles voltam todo dia.
Até que o fim se mostre.
E se mostra para muitos.
Antes de qualquer poesia.
O poeta louco vira pop star.
E aparece na propaganda
de detergente ou pasta de dente.
E você sentado em sua poltrona,
Entre um sorriso e um produto, pensa
Esse mundo está mesmo perdido,
O capitalismo selvagem delirante,
tem lugar pra todo mundo.
Um brinde ao sonho e a tudo
que não pode ser classificado,
embalado e pesado.
ainda...
milhões de bebuns se dirigem aos butecos
em busca da risada perfeita.
não encontram.
ninguém jamais encontra.
Mas eles voltam todo dia.
Até que o fim se mostre.
E se mostra para muitos.
Antes de qualquer poesia.
O poeta louco vira pop star.
E aparece na propaganda
de detergente ou pasta de dente.
E você sentado em sua poltrona,
Entre um sorriso e um produto, pensa
Esse mundo está mesmo perdido,
O capitalismo selvagem delirante,
tem lugar pra todo mundo.
Um brinde ao sonho e a tudo
que não pode ser classificado,
embalado e pesado.
ainda...
sexta-feira, agosto 17, 2007
No jogo da conversa
Somos dois,
Um chat sem fim.
nesse nosso xadrez de palavras
vão-se os véus
ficam os dedos cruzados
todos os movimentos
são cronometrados
pelas batidas do coração
existe sempre
a possibilidade
da frase perfeita.
Mas enquanto
ela não ocorre,
cada letra
é uma encruzilhada,
que abre mil
novas possibilidades
Eu intuo a tua jogada.
Antecipo meu desejo
E nego tudo no final.
Tu te mostras incansável,
Mostrando e escondendo,
Confundindo meu pensamento.
Até que num xeque-mate
Inesperado, eu derrubo meu rei
E perco o jogo feliz.
E lá se vai
Mais um dia
Longe dos teus braços.
Perto do coração?
Somos dois,
Um chat sem fim.
nesse nosso xadrez de palavras
vão-se os véus
ficam os dedos cruzados
todos os movimentos
são cronometrados
pelas batidas do coração
existe sempre
a possibilidade
da frase perfeita.
Mas enquanto
ela não ocorre,
cada letra
é uma encruzilhada,
que abre mil
novas possibilidades
Eu intuo a tua jogada.
Antecipo meu desejo
E nego tudo no final.
Tu te mostras incansável,
Mostrando e escondendo,
Confundindo meu pensamento.
Até que num xeque-mate
Inesperado, eu derrubo meu rei
E perco o jogo feliz.
E lá se vai
Mais um dia
Longe dos teus braços.
Perto do coração?
quinta-feira, agosto 16, 2007
Eu queria ter a mão certa pra traçar no horizonte essa felicidade.
E finalmente ver com os olhos do coração tudo o que faz parte do meu caminho.
Mas mesmo na condição de falível humano modesto e nu.
Todas essas energias que atravessam meu coração,
Quando eu fico em contato com a tua,
Me fazem agarrar a mão da paz e me levantar daqui
E te dizer obrigado por tu seres tão linda
E mesmo não compreendendo a força disso tudo,
Ainda ter a serenidade pra te amar e te dizer.
E finalmente ver com os olhos do coração tudo o que faz parte do meu caminho.
Mas mesmo na condição de falível humano modesto e nu.
Todas essas energias que atravessam meu coração,
Quando eu fico em contato com a tua,
Me fazem agarrar a mão da paz e me levantar daqui
E te dizer obrigado por tu seres tão linda
E mesmo não compreendendo a força disso tudo,
Ainda ter a serenidade pra te amar e te dizer.
domingo, agosto 05, 2007
nada te atinge, mulher
pico da neblina
solta essa fera
solta esse grito
que vem das entranhas
te amo, meu homem
meu macho de mil cabeças
vem me rasgar
vem que eu te dou outra vez
o meu brilho de árvore seca
meu gosto de romã triste
minha lágrima engolida em seco
aceita a minha faca nesse coração duro
meu perdão de menina que perdeu o pai
meu lampião quebrado
amém
pico da neblina
solta essa fera
solta esse grito
que vem das entranhas
te amo, meu homem
meu macho de mil cabeças
vem me rasgar
vem que eu te dou outra vez
o meu brilho de árvore seca
meu gosto de romã triste
minha lágrima engolida em seco
aceita a minha faca nesse coração duro
meu perdão de menina que perdeu o pai
meu lampião quebrado
amém
sábado, agosto 04, 2007
quarta-feira, agosto 01, 2007
eu mexo nos lugares certos
é isso que te enlouquece
eu esquento, esfrio, falo sério, brinco,
te trato como uma putinha, uma santa
digo que te amo, te odeio,
tenho ciúme, exijo liberdade
sou um velho, uma criança,
quero teu corpo, tua alma,
depois fico distante
vejo filme, te chupo,
conto um segredo, te acalmo
digo que te aceito, digo que és impossível,
que eu queria um filho teu,
depois agradeço por morares longe
eu falei de mim
mas parecia um poema.
é isso que te enlouquece
eu esquento, esfrio, falo sério, brinco,
te trato como uma putinha, uma santa
digo que te amo, te odeio,
tenho ciúme, exijo liberdade
sou um velho, uma criança,
quero teu corpo, tua alma,
depois fico distante
vejo filme, te chupo,
conto um segredo, te acalmo
digo que te aceito, digo que és impossível,
que eu queria um filho teu,
depois agradeço por morares longe
eu falei de mim
mas parecia um poema.
sexta-feira, julho 27, 2007
Introdução
eu fico te achando nos lugares, nos poemas, nos olhares.
eu te acho sempre nos bares, nas mentiras, nos ônibus escolares.
e se eu te perco, algum dia, sem querer,
sou eu mesmo que esqueço dos milagres.
Desenvolvimento
Gregory Corso
É melhor homem soltar longas palavras
E engolir as que um outro fala
Pois não é digno homem de palavra
Quem ainda por cima reclama
Que aquelas que comeu não tinham sal
É melhor homem deixar a fala
E não ter boca
É melhor que alguém, eu mesmo,
Repare em sua falta
Não é meu vocábulo
E já estou cheio dos seus
É melhor costurar-lhe os lábios
Cortar as suas orelhas sem ouvidos
Queimar o seu dicionário
É melhor
Que os seus olhos ouçam e falem além disso
(Sem Essa Palavra)
Conclusão
Espero que permaneça inconcluso por muito tempo.
eu fico te achando nos lugares, nos poemas, nos olhares.
eu te acho sempre nos bares, nas mentiras, nos ônibus escolares.
e se eu te perco, algum dia, sem querer,
sou eu mesmo que esqueço dos milagres.
Desenvolvimento
Gregory Corso
É melhor homem soltar longas palavras
E engolir as que um outro fala
Pois não é digno homem de palavra
Quem ainda por cima reclama
Que aquelas que comeu não tinham sal
É melhor homem deixar a fala
E não ter boca
É melhor que alguém, eu mesmo,
Repare em sua falta
Não é meu vocábulo
E já estou cheio dos seus
É melhor costurar-lhe os lábios
Cortar as suas orelhas sem ouvidos
Queimar o seu dicionário
É melhor
Que os seus olhos ouçam e falem além disso
(Sem Essa Palavra)
Conclusão
Espero que permaneça inconcluso por muito tempo.
quarta-feira, junho 20, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
domingo, maio 27, 2007
Me tens sob teu jugo, és a rainha das minhas palavras vãs,
Sob teu olhar atento, divago, pássaro que voa nas manhãs
O que haveríamos de desejar, nesses dias repletos de esperança,
Mas sem a concretude dos sonhos realizados,
No parque, sozinha, brinca a criança.
Sabedoria de velhos amantes,
amigos que sabem ouvir e calar,
Tu me entregas o que tens de melhor,
castelo no lago amar.
Eu finjo que esqueço teus pequenos defeitos.
Eu fico pensando do que o amor é feito.
Eu te carrego comigo pelos bares da cidade.
Eu espero que compreendas essa imensa saudade.
--------------------------------------------------------------------------------------
Meu amor, eu te procuro nesse mar de palavras e significados.
Tentando te fazer real,
nessa imensidão de informações que deixamos pelo caminho.
E de tantos desencontros permanece uma luz muito própria,
teu significado, tua entrega.
Não sabes como é viver sob a égide de não ter meios claros,
pra te trazer ao meu lado.
Não que eu ache tudo perfeito e acabado.
Conviver é sempre um desafio.
Mas estar ao teu lado seria muito mais fácil
suportar as agruras da vida.
--------------------------------------------------------------------------------------
Eu queria saber porque tu provocas tanta coisa em mim.
Que eu fico aqui ecoando as tuas palavras.
Que tu dizes que queres dormir comigo
E ouvir o meu bom dia.
Tu sabes que essa é a extrema intimidade,
Estar entregue e frágil a quem está ao lado.
As tuas propostas são tão intensas e tu és tão bonita.
Uma combinação explosiva.
Me tens sob teu jugo, como dizia,
Mas vou tratar de me libertar,
Pelo bem de todos nós,
Mentirosa mulher que tanto amei.
Sob teu olhar atento, divago, pássaro que voa nas manhãs
O que haveríamos de desejar, nesses dias repletos de esperança,
Mas sem a concretude dos sonhos realizados,
No parque, sozinha, brinca a criança.
Sabedoria de velhos amantes,
amigos que sabem ouvir e calar,
Tu me entregas o que tens de melhor,
castelo no lago amar.
Eu finjo que esqueço teus pequenos defeitos.
Eu fico pensando do que o amor é feito.
Eu te carrego comigo pelos bares da cidade.
Eu espero que compreendas essa imensa saudade.
--------------------------------------------------------------------------------------
Meu amor, eu te procuro nesse mar de palavras e significados.
Tentando te fazer real,
nessa imensidão de informações que deixamos pelo caminho.
E de tantos desencontros permanece uma luz muito própria,
teu significado, tua entrega.
Não sabes como é viver sob a égide de não ter meios claros,
pra te trazer ao meu lado.
Não que eu ache tudo perfeito e acabado.
Conviver é sempre um desafio.
Mas estar ao teu lado seria muito mais fácil
suportar as agruras da vida.
--------------------------------------------------------------------------------------
Eu queria saber porque tu provocas tanta coisa em mim.
Que eu fico aqui ecoando as tuas palavras.
Que tu dizes que queres dormir comigo
E ouvir o meu bom dia.
Tu sabes que essa é a extrema intimidade,
Estar entregue e frágil a quem está ao lado.
As tuas propostas são tão intensas e tu és tão bonita.
Uma combinação explosiva.
Me tens sob teu jugo, como dizia,
Mas vou tratar de me libertar,
Pelo bem de todos nós,
Mentirosa mulher que tanto amei.
diálogos sagrados, feitos de pó,
ali naquele espelho estou só,
não cabe vírgula nessa caminhada.
A flor do inconsciente que beija sua pétala no presente,
a lucidez do bêbado louco, que lapida sua verdade interior,
a preocupação com a pureza da criança,
que aceita a estranheza do mundo sem perguntar porque,
sinto imensamente a tua falta pra me ensinar novos mundos.
ali naquele espelho estou só,
não cabe vírgula nessa caminhada.
A flor do inconsciente que beija sua pétala no presente,
a lucidez do bêbado louco, que lapida sua verdade interior,
a preocupação com a pureza da criança,
que aceita a estranheza do mundo sem perguntar porque,
sinto imensamente a tua falta pra me ensinar novos mundos.
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