como saber-te
sem ser teu nó,
sibilante sombra
no azul da noite nua.
como seguir-te
sem desejar ser pó,
última foto do álbum,
que continua.
então mulher pássaro,
trago-te o ninho só,
povoado de beijos
que se vão.
penúltima canção,
sóbrio já não mais,
despido das muletas,
ouso em ti voar.
sexta-feira, março 26, 2010
sexta-feira, março 19, 2010
Esse calor tardio tem gosto de fruta no cio.
Tem dons e sons resignificados crus.
Os grilhões arrastados pelas ruas.
A malta de estropiados cantadores solitários.
Também tem seu pés ensopados pelo
Que não se pode reciclar dos sorrisos sociais.
O nosso amor vadio não tardará em ser vazio.
E pelas paredes desenhadas, pequenas palavras
Que mais parecem com teias de aranha abandonadas.
Cato o miasma da velha casa.
Já se fez de ensolarada, mas agora range,
Simulando segredos das almas
De gatos mortos no porão.
Então esfrega mais um pouco esse
Teu corpo quente, doce e mentiroso.
Tempestade de raios, prevista em alto mar.
A vida não avisa sobre as curvas perigosas.
quinta-feira, março 18, 2010
segunda-feira, março 15, 2010
domingo, fevereiro 21, 2010
E lá se foi ladeira abaixo,
mais um amor natimorto.
Sufocado pela terra tremendo,
sem encontrar seu porto.
Se ela soubesse
o calor do meu beijo,
quem sabe viesse
ver a sorte no realejo.
Mas não tem nada,
fica o dito pelo não dito.
Sem olhar pra trás,
estou fora desse conflito.
mais um amor natimorto.
Sufocado pela terra tremendo,
sem encontrar seu porto.
Se ela soubesse
o calor do meu beijo,
quem sabe viesse
ver a sorte no realejo.
Mas não tem nada,
fica o dito pelo não dito.
Sem olhar pra trás,
estou fora desse conflito.
Despedidas nem houveram,
foi cada um na sua
e eu bem quieto,
voltei a namorar a lua.
sábado, janeiro 16, 2010
era como um laço secreto que pairava por sobre as mangueiras, perfumando os dias, comandando as sombras, possível descanso pelo caminho.
braços abertos, sorriso franco, ela se projetou pelo espaço afora.
eu poeta menor, supus-me soprando virtudes nessa breve construção.
haja porto seguro pro meu coração...
braços abertos, sorriso franco, ela se projetou pelo espaço afora.
eu poeta menor, supus-me soprando virtudes nessa breve construção.
haja porto seguro pro meu coração...
quinta-feira, outubro 08, 2009
Sabe,
tinha um sinal secreto,
Que a gente havia combinado
Pra fazer quando alguma coisa
Desse errado e
A dor tivesse afogado o prazer.
E o ar tivesse todo ido embora,
As lágrimas secado,
O poço tivesse ficado vazio,
A vida restado abandonada,
Vazia de sentido.
Muitas esquinas, meu amor.
Mas o que há de possível na existência de deus
Está em eu poder te dizer com os olhos e as mãos abertas
Mais uma vez
SEJA BEM VINDA.
quinta-feira, agosto 20, 2009
tua parte fêmea é tão profunda que me dá uma falta de ar
a menina vê, a velha em ti rodopiando o velho vestido de renda
elas dançam pulando sobre pedras imaginárias
pedras de todas as idades e uma que tem luz própria
a pedra do gesto perfeito é âmbar
acho que ficaria te ouvindo falar uma vida
ou duas
sobre o que me vês em mim
esse é o prazer maior que a poesia poderia me dar, no final ser enfim o muso delicado de alguém
as patas da aranha rondando o pescoço branco
falas assim e as imagens me fazem girar os ombros
quase solto os pássaros
essa nossa conversa tinha que ser transformada em pão, café e leite.
solta os pássaros um pouco pra eu ver
mas devagar que eu ando fugindo da realidade
foge comigo...
by amanda e nilo
a menina vê, a velha em ti rodopiando o velho vestido de renda
elas dançam pulando sobre pedras imaginárias
pedras de todas as idades e uma que tem luz própria
a pedra do gesto perfeito é âmbar
acho que ficaria te ouvindo falar uma vida
ou duas
sobre o que me vês em mim
esse é o prazer maior que a poesia poderia me dar, no final ser enfim o muso delicado de alguém
as patas da aranha rondando o pescoço branco
falas assim e as imagens me fazem girar os ombros
quase solto os pássaros
essa nossa conversa tinha que ser transformada em pão, café e leite.
solta os pássaros um pouco pra eu ver
mas devagar que eu ando fugindo da realidade
foge comigo...
by amanda e nilo
domingo, julho 26, 2009
domingão do faustão
reminiscências
que haverão
beira mar,
mãos nos cabelos negros.
entreguei tudo
nessa oferenda de paz
e saudade
meu amor passou
e minha janela
ainda estava fechada.
aonde haverá pousado?
com quem terá sorrido?
enquanto eu
estava encarcerado
nesse mesmo
velho quarto encardido.
volta logo meu amor
me acorda com teu cantar
espalha nuvens
pela minha cama
deixa tudo
ser
sem
ter
porque.
reminiscências
que haverão
beira mar,
mãos nos cabelos negros.
entreguei tudo
nessa oferenda de paz
e saudade
meu amor passou
e minha janela
ainda estava fechada.
aonde haverá pousado?
com quem terá sorrido?
enquanto eu
estava encarcerado
nesse mesmo
velho quarto encardido.
volta logo meu amor
me acorda com teu cantar
espalha nuvens
pela minha cama
deixa tudo
ser
sem
ter
porque.
segunda-feira, julho 06, 2009
terça-feira, junho 30, 2009
sexta-feira, junho 26, 2009
quarta-feira, junho 03, 2009
domingo, maio 31, 2009
quarta-feira, maio 27, 2009
olá, bom dia,
salve o mesmo simples contato,
feito a qualquer tempo,
sem qualquer motivo,
pleno da saliva dos nossos sonhos
olá, bom dia
que teus passos tenhas sido suaves nessa noite,
caminhos cheios de sombras pra descansar
e tuas mãos tenham sido aquecidas pela idéia das minhas.
olá, bom dia
se hoje não acordei ao teu lado
e quando isso for um costume,
querida, esteja sempre certa,
é contigo o meu sorriso mais constante
ao observar surpreso,
que uma vida passada ao teu lado,
foi rápida como um instante e
eterna como um primeiro beijo roubado.
salve o mesmo simples contato,
feito a qualquer tempo,
sem qualquer motivo,
pleno da saliva dos nossos sonhos
olá, bom dia
que teus passos tenhas sido suaves nessa noite,
caminhos cheios de sombras pra descansar
e tuas mãos tenham sido aquecidas pela idéia das minhas.
olá, bom dia
se hoje não acordei ao teu lado
e quando isso for um costume,
querida, esteja sempre certa,
é contigo o meu sorriso mais constante
ao observar surpreso,
que uma vida passada ao teu lado,
foi rápida como um instante e
eterna como um primeiro beijo roubado.
domingo, maio 24, 2009
vadiando a vida na ferida aberta
que não cessa de jorrar
vida amarga, doce, salgada
vida viva pra variar
assim ela pula pra dentro de mim
e eu fico enlouquecido a olhar
querendo que ela viesse num vôo
na minha casa velha pousar
mas nada disso importa agora
se eu gosto ou não de voar
porque tudo nessa vida tem um preço
e esse eu não posso pagar.
que não cessa de jorrar
vida amarga, doce, salgada
vida viva pra variar
assim ela pula pra dentro de mim
e eu fico enlouquecido a olhar
querendo que ela viesse num vôo
na minha casa velha pousar
mas nada disso importa agora
se eu gosto ou não de voar
porque tudo nessa vida tem um preço
e esse eu não posso pagar.
domingo, maio 17, 2009
sábado, abril 25, 2009
penugem de pavão
certa seta nulo alvo
falo em beta, monte calvo
suposta dose de loucura que nos dá o charme?
a professora está vestida em riste
nada clown, flor de triste
lágrima ótima da cabeceira azul
chove chama contida no sul
e no mais a tua lenta composição de lâminas
condicionará mais um escandaloso final
para o desejo intenso de outro sinal
disperso entre folhas na pátina.
certa seta nulo alvo
falo em beta, monte calvo
suposta dose de loucura que nos dá o charme?
a professora está vestida em riste
nada clown, flor de triste
lágrima ótima da cabeceira azul
chove chama contida no sul
e no mais a tua lenta composição de lâminas
condicionará mais um escandaloso final
para o desejo intenso de outro sinal
disperso entre folhas na pátina.
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