sábado, julho 05, 2008

Misteriosa Mulher que tanto amei

I

já não publico mais
teus magros ardis,
na folha da minha perdição.

eu e minha gota que falta,
pro desfecho da festa, por favor,
deixa em paz os passarinhos,
deixa em paz a mim,
que sou um pote
até aqui de mágoa.

decantado sofrimento,
construído com solas gastas,
de andar a esmo pela ilha.

mais a montanha de agulhas,
espetadas no teu nome,
nas paredes cobertas
de recados inúteis,
lá no sul de tudo.

II

vudu.
vácuo.
vacuum.

vai...

III

No fundo não passas
de uma menininha do interior,
jogando com tuas arminhas
tão frágeis.

no centro e na cidade
é tudo uns bocó.

Teu ego esmigalhado,
sempre precisando
de manutenção,
pobre menina:
cega, surda e muda.

não estaciona
no meu portão,
que eu vou entrar
com meu mavericão.


IV

era muito mais fácil
nunca ter abrido a porta,
não ter dado bola
pro vento sul,
não provar da tainha.

não deixar
a pomboca acesa.

Nenhum comentário: