sábado, fevereiro 16, 2008

minha vida
é uma casca de ferida
que eu insisto
em cutucar.

a tua,
não tem saída,
mesmo se fosses a preferida
do sultão de kandaar

ardida
urdida
nos estranhos tecidos
do verbo amar.

2 comentários:

Edileuza Lima disse...

Caríssimo poeta
... porque insistes em resposta-dor.
Feridas cicatrizam, no nordeste por exemplo, água curtida com cascas de cajueiro é excelente cicatrizante.

Quando aos tecidos do verbo amar, são chitas coloridas, panos simples de se costurar bonecas, tudo simples.
Como as manhãs, as tardes... uma incerteza boa de dia todo.
Triste, mas belo poema.

Anônimo disse...

Falando em carapuças que servem, esta me serviu...realmente a minha vida não tem saída...morrerei assim como sou...mula manca, camelo...jamais serei uma criança de Niezsche, tampouco uma Águia, nem ao mesmo um Leão...eterno camelar pelas ruelas das favelas da minha alma em farrapos