sexta-feira, junho 27, 2008

fel

eu não preciso
da tua permissão,
eu quero
o que transborda,
o som que atravessa a parede,
o que brilha,
mesmo no mais fechado
buraco escuro.

quero o que a tua razão
não te permite ver.
o que o teu medo
não consegue segurar.

a palavra que escapa.
o meu olhar
te surpreendendo
a olhar pro lugar proibido.
a terra que ninguém
ouviu falar.

não quero a liberdade vigiada.
não pago preço nenhum.
eu sou o vento que te descabela
permanentemente.

até que tu desistas
de lutar contra.
e descubras o prazer
de não ser mais uma,
mas uma multidão
em ti mesma.

a tua intuição já sabe.
ela que te segura no precipício.
no mais respiro e tento
um dia mais propício.

2 comentários:

Acqua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ARTEVIDA disse...

Eu quero segurar na tua mão e te dizer que a mágia do amor ela nunca acaba.
O verdadeiro amor ele se alimenta em si só.
... a dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Carlos drumond Andrade

Parabéns pela poesia.
Certamente esse amor deve ser surdo, mudo e cego.

Um abraço com carinho dessa que torce pela tua felicidade.

Vilmabel